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O dublador Antônio Akira, de 27 anos, morreu, em São Paulo, no último domingo, por causa de complicações decorrentes de uma meningite fúngica. O jovem ficou conhecido por dar voz ao personagem Ryuho de Dragão, em Cavaleiros do Zodíaco, e ao Leonardo do desenho Tartarugas Ninja, em 2012.

A notícia foi confirmada pelo dublador Robson Kumode, 29 anos, amigo de Akira, a quem considerava um irmão. Segundo ele, no início deste mês o jovem sentiu fortes dores de cabeça e acabou sendo internado no Hospital da Luz, na Vila Mariana, por duas semanas. Os médicos identificaram que ele tinha meningite do tipo fúngica, que acabou causando uma pneumonia.



— Ele teve quatro paradas cardíacas, e acabou entrando em coma. No domingo pela manhã, depois de um exame clínico, os médicos disseram que ele não resistiria, e fariam exames para confirmar a morte cerebral. À noite ele teve mais duas paradas cardíacas e faleceu por volta das 21h — explicou o amigo.

O dublador Antônio Akira tinha 27 anos Foto: Reprodução/ Facebook

O corpo do jovem foi velado no Cemitério da Vila Mariana, na última segunda-feira, e cremado no fim da tarde no crematório Vila Alpina. Akira tinha dois irmãos por parte de pai, e era o único filho por parte de mãe. Segundo Kumode, a família está bastante abalada. O dublador lembra que ele e Akira começaram a trabalhar juntos em São Paulo.

— Conheci ele há dez anos, e éramos muito amigos. Começamos juntos, e as pessoas até confundiam a gente. E moramos juntos com outro amigo dublador. Era como se fosse um irmão, e ele me consultava para falar as coisas, me procurava para puxar a orelha dele — lembra.

Nas redes sociais, centenas de fãs do dublador deixaram mensagens de carinho. Muitos lembraram os personagens Ryuho e Leonardo, e deixaram mensagens de apoio os familiares do rapaz.

Titanic II - O Inimigo Agora é Outro?

  
Titanic II - O Inimigo Agora é Outro?
Algumas pessoas não aprendem com o passado.
O bilionário autraliano Clive Palmer está construindo na China uma réplica do Titanic original, que afundou em 1912, matando 1.500 pessoas.
Titanic II - O Inimigo Agora é Outro?
Ele está cheio de orgulho e se apresenta como construtor do Titanic II em seu perfil no Twitter
A ideia é que o navio tenha a mesma estrutura luxuosa e refaça o caminho entre a Inglaterra e Nova York, que não pôde ser concluído da primeira vez por causa de um iceberg.
Titanic II - O Inimigo Agora é Outro?
A lista de interessados na viagem prevista para 2016 já tem mais de 50 mil nomes. A bordo, serão oferecidas até roupas de época pra quem quiser entrar no clima.
Titanic II - O Inimigo Agora é Outro?
Mas também dá pra tirar as roupas como no filme
Você teria coragem de topar esse passeio? É fato que hoje seria muito mais fácil pedir socorro se algo der errado.
Titanic II - O Inimigo Agora é Outro?
O diretor James Cameron já deve estar feliz com a possibilidade de seu filme recorde de bilheteria ganhar uma continuação.
Mas esse pensamento de “o que poderia dar errado de novo?” já causou muito problema por aí.
Inspetores da Delegacia Regional de Polícia Civil de Sobral efetuaram a prisão em flagrante de dois indivíduos que estavam se apresentando como policiais civis na cidade de Sobral.
 A prisão aconteceu na noite desta terça-feira (28), por volta das 21h.

Os presos foram identificados como José Jutay Andrade Guilherme Júnior, 42 anos e Sigmund Von Paumgartten Xavier, 49 anos, natural de Fortaleza. Os indivíduos estavam em um veículo Toyota Corolla de placas HXW-6607. 

A dupla foi conduzida à Delegacia Regional, onde foram autuados nos seguintes Artigos: 328 (Usurpação de função pública) e 28 (Lei de Drogas).
Fonte: Sobral 24 horas
A obra, idealizada pelo prefeito Veveu Arruda a partir do anseio de reunir imagens e textos que retratem a trajetória histórica do Município, será lançada nesta quinta-feira (30), às 19h30, no Theatro São João, como parte da agenda comemorativa aos 242 anos de Sobral.

A publicação, que levou dois anos para ser concluída, reúne aspectos como a imponência do patrimônio histórico, cultural, artístico, econômico, a determinação do povo sobralense e as belezas naturais pertencentes à cidade. Fontes como o acervo do Museu Dom José, relatos dos proprietários de prédios e casarões históricos, pesquisas junto aos artesãos e comerciantes, dentre outras, compõem a temática abordada na coletânea.

Com produção gráfica de Gentil Barreira, o livro conta com o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria da Cultura e do Turismo, e da Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes (Ecoa).

Serviço:
Lançamento do livro “Sobral Solar”
Data: 30 de julho (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Theatro São João (Praça São João, 156 – Centro

Comandante-geral da PM do Ceará, Giovani Pinheiro, visita destacamentoDivulgação/PM do Cerará
“Bora, bora, você é um bicho. Você é um jumento, seu gordo!”. O ex-soldado Darlan Menezes Abrantes imita a fala dos oficiais que o instruíam na academia quando ingressou na Polícia Militar do Ceará, em fevereiro de 2001. “Às vezes, era hora do almoço e os superiores ficavam no meu ouvido gritando que eu era um monstro, um parasita. Parecia que tava adestrando um cachorro. O treinamento era só mexer com o emocional, era para o cara sair do quartel igual a um pitbull, doido para morder as pessoas. Como é que eu vou servir a sociedade desse jeito? É ridículo. O policial tem que treinar o raciocínio rápido, a capacidade de tomar decisões. Hoje se treina um policial parece que está treinando um cachorro para uma rinha de rua”, reflete.
Darlan lembra sem saudade dos sete meses passados no extinto Curso de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM cearense. “Sempre que um professor faltava, éramos obrigados a fazer faxina em todo o quartel. E o pior: quem reclamava podia ficar preso o fim de semana todo. A hierarquia fica acima de tudo no militarismo. O treinamento era só aquela coisa da ordem unida [exercícios militares de formação de marcha, de parada ou reunião dos membros da tropa], ficar o dia inteiro marchando debaixo do sol quente. Lá dentro é um sistema feudal, você tem os oficiais que podem tudo e os soldados que abaixam a cabeça e pronto, acabou. Você é treinado só para ter medo de oficial, só isso. O soldado que vê o oficial, mesmo de folga, se treme de medo”,  diz. 
Enquanto era policial, Darlan estudava Teologia no Seminário Teológico Batista do Ceará e Filosofia na UECE (Universidade Estadual do Ceará). O ex-soldado conta que passou a questionar algumas ordens e instruções enquanto frequentava a academia e logo ganhou um apelido: “Mazela”, uma gíria mais comum no nordeste do Brasil para uma pessoa mole, preguiçosa. Pouco a pouco se espalhava entre a tropa a ideia de que os questionamentos do “Mazela” eram fruto de uma pura preguiça com relação aos exercícios militares.
“Fiquei com essa fama no quartel”, afirma. “É uma lavagem cerebral. O militarismo é uma espécie de religião que cria fanáticos. Ordem unida, leis militares, os regimentos e tal, aqueles gritos de guerra. Essas coisinhas bestas que os policiais vão aprendendo, como arrumar direito a farda. Você pode ser preso se não tiver com um gorro ou chapéu na cabeça. Essas coisas que só atrapalham a vida dos policiais. Às vezes eu pegava um ônibus superlotado, chegava com a farda amassada e ficava sexta, sábado e domingo preso. Você imagina? Por causa de uma besteira dessas? Isso é ridículo”, exclama. “E isso é antes e depois do treinamento: se você for hoje na cavalaria da PM de Fortaleza você vai ver policial capinando, pegando bosta de cavalo, varrendo chão, lavando carro de coronel, abrindo porta para os semideuses [oficiais]. Eu nunca concordei com isso e fiquei com fama de preguiçoso”, diz.
O assédio moral é a regra na formação do PM em cursos de curta duração que tem como preocupação principal imprimir a cultura militar no futuro soldado; com pouco aprendizado teórico em temas como direito penal, constitucional e direitos humanos; além da sujeição a regulamentos disciplinares rígidos. É o que constatou a pesquisa “Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública” publicada em 2014 pelo Centro de Pesquisas Jurídicas Aplicadas (CPJA), da Escola de Direito da FGV de São Paulo, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Veja o infográfico abaixo). Foram ouvidos mais de 21 mil profissionais de segurança pública (entre policiais civis, militares, rodoviários federais, agentes da polícia científica, peritos criminais e bombeiros) de todas as unidades da federação, mais da metade deles policiais militares, sobretudo praças (policiais de patentes mais baixas). Destes, 82,7% afirmaram ter formação máxima de um ano antes de exercer a função, 38,8% afirmaram que já foram vítima de tortura física ou psicológica no treinamento ou fora dele e 64,4% disseram ter sido humilhados ou desrespeitados por superiores hierárquicos. 98,2% de todos os profissionais (incluindo profissionais de outras áreas) que responderam a pesquisa afirmaram que a formação e o treinamento deficientes são fatores muito importantes para entender a dificuldade do trabalho policial.
Apesar dos números alarmantes, o tema ainda é pouco discutido dentro das corporação e fora dela. Em vários Estados, os regimentos internos das polícias militares proíbem expressamente que os policiais se manifestem a respeito da própria profissão. Eles também dizem ter pouco espaço para denunciar as violações sofridas por eles no dia a dia – a estrutura fechada e hierárquica do militarismo dá pouca brechas para denúncias ou críticas dos policiais com relação à própria formação, principalmente fora dos quartéis. Mesmo que essas denúncias se refiram ao descumprimento de direitos humanos primordiais.
 “Morto por “suga”
A ênfase excessiva na preparação física nos cursos de formação já resultou até em mortes. O caso mais recente talvez tenha sido o do ex-recruta da PM Paulo Aparecido dos Santos, de 27 anos, morto em novembro de 2013 após uma sessão de treinamentos no CFAP (Centro de Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar) do Rio de Janeiro. Paulo morreu após uma “suga”, gíria dos policiais cariocas para as sessões de treinamentos físicos que levam os recrutas até o esgotamento físico.
Durante a sessão, segundo os relatos de outros recrutas ouvidos pelo repórter Rafael Soares do jornal Extra, quem não conseguia acompanhar o ritmo da sessão de treinamentos físicos era obrigado a sentar no asfalto quente – naquele dia fez mais de 40 graus no bairro de Sulacap, zona oeste do Rio, onde está localizado o CFAP – ou submetido a choques térmicos com água gelada.
No mesmo dia em que Paulo morreu, outros 32 alunos precisaram de atendimento médico – 18 com queimaduras nas nádegas ou nas mãos. Oito oficiais foram denunciados pelo Ministério Público pela morte de Paulo. O caso ainda tramita na Justiça Militar.
Em 2012, três batalhões de Curitiba foram denunciados por excessos relacionados à formação dos recrutas. O roteiro é o mesmo: verdadeiras sessões de tortura física e psicológica, castigos, punições rigorosas. Há até uma acusação de assédio sexual (segundo a denúncia, um cabo teria beijado uma recruta à força).
Lição de tortura
A institucionalização de violações de direitos humanos dentro da PM na formação e treinamentos dos seus integrantes reflete-se diretamente na maneira como reagem no cotidiano com a população. Um relato exemplar está no relatório final da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, em que o sociólogo e ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Eduardo Soares, afirmou em depoimento concedido no dia 28 de novembro de 2013: “O BOPE [Batalhão de Operações Policiais Especiais, pelotão de elite da PM fluminense] oferecia, até 2006, aulas de tortura, 2006! Aulas de tortura! Não estou me referindo, portanto, apenas às veleidades ideológicas (…), nós estamos falando de procedimentos institucionais”, afirmou.
Foi a essa realidade que o então recruta Rodrigo Nogueira Batista, egresso da Marinha, foi apresentado ao participar das Operações Verão nas Praias dois meses depois de ingressar na PM, descritas por ele como uma espécie de estágio que os recrutas fazem com policiais mais antigos nas praias nobres da capital fluminense – Ipanema, Copacabana, Barra da Tijuca, Botafogo, Recreio.
“A minha turma partiu para o estágio com dois meses de CFAP, dois meses dentro do CFAP tendo meio expediente e depois rua. Lá fomos nós de cassetete, shortinho e camisa da Polícia Militar, isso para a população ver aquele monte de recruta passando para poder dar o que eles chamam de ‘sensação de segurança para a população’”, relembra. “Eles colocam o policial antigo armado e dois ou três ‘bolas-de-ferro’, como eles chamam os recrutas, justamente por dificultar a movimentação do policial antigo. A gente chegava e o antigo ficava angustiado com a nossa presença porque queria pegar dinheiro do flanelinha, do cara que vende mate, da padaria e quando ele ia no português comer alguma coisa tinha que dividir com os “bolas-de-ferro”’, lembra. Na rua: “a barbárie imperava: pivete roubando, maconheiro… Tudo que tu imaginar. Quando caía na mão era só porrada, porrada, porrada, gás de pimenta, muito gás de pimenta. Foi ali que eu tive contato com as técnicas de tortura que a Polícia Militar procede aí em várias ocasiões”, afirma.
“Você vê agora o caso do Amarildo”, comenta. “Aqueles policiais que participaram do caso Amarildo, pelo menos de acordo com o que o inquérito está investigando, estão fazendo as mesmas práticas que eu já fazia, que o meu recrutamento já fazia, que outros fizeram bem antes de mim e que já vem de muitos anos. Vem de uma cultura”, analisa.
Sim senhor, Não senhor
A cultura de violência nasce com a desumanização do próprio PM já na formação, relatam os entrevistados. “O soldado da polícia militar não tem direito nenhum. A gente tem que dormir em alojamentos sujos, caindo aos pedaços. Cada um tinha que trazer a sua rede para dormir no alojamento. Os colegas casados que fizeram o treinamento passaram muita dificuldades porque passamos três meses sem receber salário. O soldado só tem direito de dizer sim senhor e não senhor e de marchar o tempo todo”, resume o ex-soldado Darlan Menezes Abrantes. “Como uma polícia antidemocrática vai cuidar de uma sociedade democrática?”, pergunta.
Autor de um livro intitulado “Militarismo: um sistema arcaico de segurança pública” (Editora Premius), Darlan foi expulso da polícia cearense em janeiro de 2014, após 13 anos de PM. O que causou a expulsão, segundo ele, foi o livro. “Eu fui para algumas universidades aqui de Fortaleza distribuir o livro e fiquei do lado de fora da Academia [Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (AESP-CE)] na hora do almoço. Aí os alunos vinham, pegavam o livro e levavam para dentro. Durante uma das aulas, alguns alunos perguntaram para uma professora porque aqui no Brasil tinha polícia militar se na maioria dos países do mundo ela não era militarizada. Os alunos falaram que tinham visto no meu livro. Aí, pronto. Começaram a investigar a minha vida, abriram um IPM [Inquérito Policial Militar], eu fui interrogado e eu fiquei impedido de trabalhar na rua”, conta.
No capítulo 11 do livro de Darlan, há algumas frases anônimas ditas por seus colegas a respeito da PM.  “Os oficiais são uns sanguessugas”, diz uma das frases; “a PM é a polícia mais covarde que existe, pois só prende pobre”, afirma outra. “No meu interrogatório, eles queriam que eu dissesse o nome de cada policial que falou as frases, para cada policial ser punido. A minha advogada alegou sigilo da fonte, igual vocês jornalistas têm. Em outra sessão, nessa época que eu tava respondendo o processo, eu tentei argumentar com um capitão. ‘Não, capitão, é meu direito escrever o livro’. Ele ironicamente pegou uma folha de papel em branco e jogou na minha frente, dizendo: ‘Aqui, os seus direitos’”, diz.
A PM cearense alegou que a expulsão se baseava em vários artigos do Código Disciplinar e do Código Penal Militar e que a conduta do ex-soldado iam de encontro ao pudor e decoro da classe. Em São Paulo e no Ceará, é proibido ao policial “publicar, divulgar ou contribuir para a divulgação irrestrita de fatos, documentos ou assuntos administrativos ou técnicos de natureza policial, militar ou judiciária que possam concorrer para o desprestígio da Corporação Militar”. Darlan denunciou sua expulsão ao Ministério Público do Ceará e entrou com uma ação de reintegração na Justiça ainda não julgada. Procurada pela Pública, a PM cearense não quis explicar o motivo da expulsão de Darlan nem comentar as declarações dele.
Regulamentos “obsoletos e antidemocráticos”
“Imagina um professor que não pode falar de educação ou um médico que não pode falar de saúde. Em muitos Estados, o policial não pode falar de segurança pública”, afirma o sociólogo Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da UERJ. Ele é autor de um estudo que analisou os “manuais de conduta” dos PMs com o objetivo de comparar os códigos e legislações disciplinares das corporações de segurança pública no Brasil.
“Os regulamentos disciplinares da PM são obsoletos, antidemocráticos, muitos deles pré-constitucionais”, define o sociólogo. “Eles foram criados para garantir a hierarquia e a disciplina dentro da corporação e a imagem da corporação, não foram feitos para proteger nem a população e nem o policial”, afirma o professor. “A maior parte da formação na PM é para o policial aprender normas, tanto as leis quanto as normas internas da corporação, e correr para cima e para baixo para ficar em forma. A educação física não é dada com um propósito de saúde do trabalho, ela também está nessa lógica da disciplina. O que alguns especialistas e membros da polícia dizem que, implicitamente, esses artigos abusivos foram derrubados com a Constituição. O fato é que o diploma legal continua vigente”, diz.
Segundo seu estudo, ao menos 10 unidades da federação possuem regulamentos anteriores à Constituição, inspirados no Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). Alguns Estados até adotam diretamente o RDE como regulamento nas polícias militares. Isso foi determinado a partir de um decreto da ditadura, o Decreto-Lei 667, de 2 de julho de 1969. O artigo 18 do decreto estabelece que: “As Polícias Militares serão regidas por Regulamento Disciplinar redigido à semelhança do Regulamento Disciplinar do Exército e adaptado às condições especiais de cada Corporação”.
“Nos regulamentos que nós analisamos, nós vimos casos extremos neste estudo, como regulamentos que estipulam que, se um policial em posição superior bater num policial de nível inferior para obrigar a cumprir uma ordem, então não tem problema, é uma coisa normal. Esse é um dos casos mais extremos”, afirma Ignacio Cano. Ele cita outros abusos, decorrentes do excesso de regulação. “Há todo um moralismo especial sobre o policial que regula até a vida privada dele. Ele não pode fazer coisas que a maioria dos mortais fazem: se embebedar, contar uma mentira, contrair dívidas. Ele pode ser punido por essas coisas. Isso cria uma visão de super-homem moral que não existe, isso sujeita os policiais a riscos permanentes de punição por condutas que a maioria dos brasileiros fazem”, explica.
Há vários exemplos dessa regulação da vida privada dos policiais. No Espírito Santo, segundo o regulamento, é proibido aos policiais “manter relacionamento íntimo não recomendável ou socialmente reprovável, com superiores, pares, subordinados ou civis”. No Amazonas, é vedado ao policial “falar, habitualmente, língua estrangeira, em estacionamento ou organização policial militar, exceto quando o cargo ocupado pelo policial militar o exigir”. Em nove Estados, constitui uma transgressão disciplinar o policial “contrair dívidas ou assumir compromissos superiores às suas possibilidades, comprometendo o bom nome da classe”.
A hierarquia é o valor supremo nos manuais das PMs. Os regulamentos disciplinares das polícias de Alagoas e Mato Grosso proíbem: “sentar-se a praça, em público, à mesa em que estiver oficial ou vice-versa, salvo em solenidades, festividades, ou reuniões sociais”. Em outros sete Estados, é uma transgressão disciplinar o policial que está sentado deixar de oferecer seu lugar a um superior. Só nove Estados classificam as transgressões tipificadas nas categorias comuns (Leve, Média, Grave e Gravíssima); nos demais fica a cargo do superior estipular a gravidade da transgressão.
“Os direitos humanos dos policiais são lesados frequentemente com esses regulamentos. E aí nós queremos que eles respeitem os direitos humanos dos cidadãos quando eles como seres humanos e trabalhadores não tem os seus direitos respeitados”, observa Cano. “Quando você trata o policial de uma forma autoritária e arbitrária, o que você está promovendo é que ele trate o cidadão da mesma forma. Ele tende a descontar no cidadão a repressão que ele sofre no quartel. Ele tende a ser autoritário, arbitrário, impositivo. Ele não tem diálogo no quartel, por que ele vai dar espaço para isso com o cidadão? Ele tende a esperar do cidadão a mesma moral que a dele”, argumenta o sociólogo.
Principal nome à frente do site Rede Democrática PM BM, o primeiro sargento da PMDF Roner Gama é um exemplo da restrição da corporação à liberdade de expressão de seus integrantes. “Essa carga negativa da ditadura se reflete em procedimentos internos punitivos que existe ainda hoje. O policial, por exemplo, não pode manifestar na rede social sobre certos aspectos internos da corporação sob o risco de responder. Eu mesmo estou respondendo a diversos inquéritos e sindicâncias por me expressar ali naquele site. Hoje mesmo eu vou na Corregedoria responder por um comentário que alguém fez no site. É uma coisa chata, constrangedora. A PM é a única instituição do país em que o agente não pode questionar o seu superior. Um servidor público não pode questionar procedimentos internos? É algo fora do contexto que vivemos. É totalmente absurdo”, afirma.
Com mais de 20 anos de experiência dentro das academias de polícia brasileiras e latinoamericanas, a antropóloga e professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jacqueline Muniz, afirma: “No Brasil, nós temos uma lógica aristocrática pautada em privilégios que perverte o sentido da hierarquia e da disciplina. É um abuso de poder continuado, como acontece com regulamentos disciplinares caducos e inconstitucionais”, analisa.
“Os próprios policiais dizem nas ruas e nas minhas pesquisas que a motivação deles é a punição. Isso reflete ambientes de pouca cidadania, transparência, de poucos reconhecimentos dos direitos constitucionais de um dos principais atores da democracia. O policial é quem faz valer a Constituição na esquina, não é o Rex que late e abana o rabo. Ele não tem que cortar grama do superior hierárquico, virar motorista da esposa do coronel, servir cafezinho, ceder lugar na fila do cinema para o superior. Essa cultura faz com que o policial se sinta inseguro na rua justamente por uma insegurança institucional e um policial inseguro é pior do que um policial mal pago. Ele se vê o tempo todo com medo de ser punido. Os policiais sempre dizem: ‘se eu faço demais eu sou punido, se eu faço de menos eu sou punido, se eu não faço, eu sou punido’. Faltam parâmetros de aferição qualificada para o trabalho policial e isso ainda depende de nós instituirmos um processo formativo profissional pras polícias”, analisa.
“Polícia não se improvisa. Um policial experiente custa muito caro à sociedade, ele não pode ser substituído porque morreu ou porque se acidentou”, conclui a antropóloga.
‘Eu já cai no chão paraplégico’
Em 1989, Saul Humberto Martins, hoje beirando os 50 anos, sonhava em entrar na Polícia Militar do Distrito Federal. Ele diz que achava a profissão bonita, que via muitas coisas ruins nas ruas e achava que podia contribuir como policial. Saul entrou na corporação por concurso, tornou-se cabo da PM e trabalhou como policial por 18 anos até ser atingido por um tiro acidental durante uma instrução, em abril de 2008, que o fez ficar paraplégico.
“Aquele dia estava tendo um curso de Radiopatrulhamento que tinha começado. Eu não fazia parte do curso, tava em outra área, mas me pediram para dar um apoio. E eu fui”, relembra. No curso, voltado a policiais com mais de dez anos de polícia, Saul deveria simular que era um criminoso e, em várias situações, tentar tomar a arma das mãos de outro policial. Ele então tirou o colete balístico que usava para ter mais mobilidade e para representar o papel de “meliante”.
Antes do treinamento, todos os participantes eram orientados a descarregar suas armas. Porém, durante a instrução, um soldado participante do curso disse que estava com dor de cabeça e quis deixar o quartel para ir à farmácia. Ele saiu do local,carregou a arma e colocou na cintura e foi de viatura comprar remédio. Quando retornou, o soldado esqueceu da arma carregada. “Assim que ele chegou, um oficial entrou na parte de trás do carro e falou para o soldado: ‘vamo que agora é a vez de vocês fazerem a abordagem’. Eles entraram no local da instrução, que era um local fechado. Quando eles entraram, o oficial orientou: ‘aborda aquele pessoal lá’”, afirma. Na simulação, Saul foi orientado a reagir à abordagem. Quando ele reagiu, o soldado que tinha saído disparou a arma carregada.
“O tiro pegou na minha omoplata, perfurou o pulmão, a coluna e se alojou na minha medula. Eu já cai no chão paraplégico”, diz. O episódio de Saul foi filmado e pode ser visto aqui (as imagens são muito fortes). Saul ficou um mês internado no Hospital Regional de Taguatinga. A corregedoria da PM do Distrito Federal condenou o oficial instrutor do curso e o soldado que disparou a arma a nove meses de prisão (convertidos em serviços comunitários), mas seguem na corporação. Saul, que hoje é pastor evangélico, ainda pleiteia sua indenização na Justiça.
“Quem tava dando a instrução no dia do meu acidente não era instrutor. Simplesmente porque ele era oficial ele tava lá dando a instrução, mas ele não tinha preparo para dar aquela instrução. Depois do meu acidente houve vários outros casos. Teve um colega meu que não foi bem orientado numa instrução de tiro, ele disparou, a cápsula bateu no olho dele e ele saiu de lá cego. Teve outro que levou um tiro no joelho e teve que amputar a perna. Teve o caso do sargento Silva Barros que morreu lá no Guará, que recebeu um tiro dentro do Quarto Batalhão de Polícia Militar. Teve até um instrutor do Bope que morreu também.”, relembra. “Nós precisamos de instrutores mais bem preparados. Temos bons instrutores, mas o problema é que eles querem colocar os oficiais piás na instrução só porque são oficiais. Tem muito sargento bom de instrução que não pode virar instrutor, porque eles querem ter esse privilégio. Puramente pela hierarquia”, reflete.
Sobre o treinamento em si, Saul critica o foco excessivo nos treinamentos de ordem unida. “O cara fica dentro da academia e 50% do curso é para aprender militarismo. Precisamos de um treinamento mais técnico e profissional. O policial tem que ter mais treinamento de tiro, para ele saber atirar, não para matar ninguém, mas para saber atirar quando for necessário”, opina.
A Pública tentou contato com alguns dos policiais acidentados no Distrito Federal, mas eles se recusaram a falar. Em nota, a PMDF afirmou que “faz treinamentos constantes com o objetivo de cada vez mais aprimorar e atualizar o seu pessoal, e esses treinamentos são realizados com armamento de fogo para simular reais situações de perigo e ação dos policiais. Todas as medidas de cuidado são tomadas, mas infelizmente acidentes acontecem, não só aqui, mas em qualquer lugar do mundo, e além do mais, a PMDF tem um dos menores índices de acidentes que causem graves lesões ou até mesmo a morte de nossos policiais”, conclui a nota.
Cultura da ditadura
“Nosso sistema de segurança pública traz ainda muita coisa da época da ditadura, inclusive a formação”, afirma o cabo da PM de Santa Catarina Elisandro Lotin, presidente da Anaspra (Associação Nacional de Praças da Polícia Militar). “Nós já fizemos inúmeras denúncias [sobre os cursos de formação]. Recentemente, aqui em Santa Catarina tinha uma academia de polícia com 200 mulheres e elas foram obrigadas a ficar em posição de apoio e fazer flexões no asfalto quente às três horas da tarde, várias delas ficaram com queimaduras nas mãos. Aí você vai chegar nelas e dizer para elas defenderem a sociedade?”, questiona.
Vanderlei Ribeiro, presidente da Aspra (Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro) desde 2008, atribui o “amadorismo” da formação à “cultura” da PM.  “Nós somos mal formados, mal preparados e induzidos a erro pela cultura militarista que existe nas polícias militares de todo o Brasil. A formação impõe desde o início um comportamento autoritário que vai se refletir na população. A cultura militar é perversa, ela não prepara o PM para compreender que ele tem um compromisso social com a sociedade. A escola de polícia não tem qualificação nenhuma e não prepara ninguém para atuar na rua. A formação é agressiva, não respeita os direitos humanos, é arrogante, autoritária e o policial só sabe agir da mesma forma quando sai da academia”, avalia.
Para o sargento Leonel Lucas, membro da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e presidente da ABAMF (Associação Beneficente Antônio Mendes Filho, entidade dos praças da Brigada gaúcha) não só o treinamento dos praças precisa melhorar. “Infelizmente, nós temos ainda alguns capitães Nascimento dando instrução nos cursos de formação dos praças. É por isso que eu acho que a primeira coisa que tem que ser mudada é a formação acadêmica dos oficiais superiores, quando a gente mudar a cabeça de quem tá nos formando lá em cima e os oficiais superiores começarem a receber uma formação mais humanista, isso vai se refletir para quem está nas patentes mais baixas.”
*Publicada originalmente no site da Agência Pública
No próximo domingo (26), Camocim vai testemunhar algo inédito. Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade de Camocim e região, o Juiz Antônio Washington Frota (foto), Titular da 2ª Vara da Comarca de Camocim, premiará, a partir de dezembro de 2015, policiais militares que mais se destacaram no cumprimento do dever. A iniciativa pioneira, que partiu do próprio magistrado, em conjunto com o Major Artunane Aguiar, Comandante da 3ª CIA/3ºBPM, terá os detalhes acertados em uma reunião que deverá ser realizada no próximo domingo (26), às 9h, no Auditório do Fórum Alcimor Aguiar Rocha, com a presença de policiais, e do público em geral.


Em entrevista concedida ao blogueiro Tadeu Nogueira, do Blog Camocim Online, o jovem magistrado disse que a intenção inicial será premiar os policiais trimestralmente, mas que isso será resolvido em conjunto com os policiais, escutando opiniões e sugestões. Segundo ele, a premiação será em dinheiro, devendo ficar entre R$ 8 mil e R$ 16 mil reais. "A quantidade de policiais premiados também será decidida na reunião", disse ele.


O critério será por pontuação. Em flagrantes realizados contra crimes de trânsito, como empinar motos, perturbação do sossego (som alto), entregar veículo para pessoa não autorizada, e outros, os pontos serão dobrados. Para demais crimes como tráfico, porte de droga, tentativa de suborno, venda de bebida a menor, e outros mais, a pontuação será triplicada. Portanto, quanto mais flagrantes, mais produtividade, e em consequência, uma bela premiação pelo desempenho em prol da sociedade. O resultado da reunião será transformado em portaria, a ser publicada já na segunda-feira (27). A pontuação valerá a partir de agosto.


Via Sobral em Revista
Paulo Justa
O prefeito em exercício de Canindé, Paulo Justa(PPL), assumiu o cargo na qualidade de vice e está impressionado com a roubalheira que ocorria na prefeitura, começando pelo gabinete do prefeito Celso Crisóstomo(PT).

Segundo relato de Paulo Justa ao Ministério Público, o superfaturamento era visível. Em apenas um mês, ele reduziu R$ 660 mil por ano o custo com transporte escolar, reduziu de R$ 15 para R$ 5 o custo da merenda escolar e está enviando projeto para a Câmara de Vereadores reduzindo em 20% a Taxa de Iluminação Pública.

O prefeito ainda está fazendo algo que não ocorria em Canindé havia muito tempo. Está chamando os fornecedores, renegociando valores e pagando as dívidas. O prefeito comunicou ao MP que o desvio de verba pode ultrapassar R$ 10 milhões.
Os Ferreira Gomes já conseguiram uma maneira de se livrar do prefeito de Sobral, Veveu Arruda (PT), e entregar a administração para o vice Carlos Hilton, fiel escudeiro de Cid Gomes (PROS). Com a saída de Ivo Gomes da Secretaria de Cidades, Camilo Santana poderia nomear o gestor para substituir o irmão de Ciro e Cid. Com isso, a provável renúncia de Veveu Arruda, divulgada no site Sobral de Prima, poderia ser amenizada com o convite para assumir a pasta.


Em entrevista à rádio Tupinambá de Sobral, Veveu não desmente a informação e ressalta que seria uma honra servir ao governo do Estado do Ceará. Recentemente a Câmara dos Vereadores aprovou a ausência do prefeito para realização de viagens, abandonando de vez a atual administração.
Redação
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Laura é capixaba, mas é Miss Bumbum Cearáe torce para o Fortaleza Esporte Clube. O amor pelo time é tão grande que a estudante de Engenharia Civil representa a equipe no concurso "Belas da Torcida", do Uol. Ela é uma das três finalistas e segue firme na disputa com mais duas candidatas do tricolor.Laura Biral, candidata do Fortaleza ao Belas da torcida 2015Laura Biral, candidata do Fortaleza ao Belas da torcida 2015Laura Biral, candidata do Fortaleza ao Belas da torcida 2015Laura Biral, candidata do Fortaleza ao Belas da torcida 2015Laura Biral, candidata do Fortaleza ao Belas da torcida 2015Laura Biral, candidata do Fortaleza ao Belas da torcida 2015


Laura Biral, candidata do Fortaleza ao Belas da torcida 2015
Futebol, praia, samba e... bumbum! Quatro paixões nacionais que empolgam — e tanto — os brasileiros. Para alegria dos fãs, o maior concurso de bumbuns do País já teve a largada dada, e tem representante cearense no páreo.

Ao todo, 27 beldades, com um popozões generosos, concorrerão ao título de Miss Bumbum Brasil 2015. Oito delas estiveram reunidas na última segunda-feira (13) em um estúdio em São Paulo para tirar as fotos de biquíni oficiais do concurso, entre elas a loiraLaura Biral, representante cearense na disputa.

Laura Biral, candidata do Fortaleza ao Belas da torcida 2015
A Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes (Ecoa) está com inscrições abertas para 15 vagas no Curso de Gravura - Técnicas Aditivas. Com carga-horária de 60 horas aula, a formação é gratuita e será realizada entre os dias 27 de julho e 7 de agosto, com aulas das 17h às 21h. Os interessados deverão realizar inscrições na Ecoa, localizada na Travessa Adriano Dias de Carvalho, nº 135, Centro (ao lado do Restaurante Popular).

O curso será ministrado pelo artista espanhol José Rincón, que é uma das referências mais importantes das obras gráficas da Península Ibérica e, talvez, o mestre que mais tem formado gravadores na história recente das artes espanholas.

A iniciativa, que é uma realização da Ecoa, integra o Projeto “Vidas em Ascensão” e conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, por meio da Casa Civil, da Prefeitura Municipal, através da Secretaria da Cultura e do Turismo, e da Petrobrás. Mais informações: (88) 3111-1661.







Jovens com idade entre 14 e 17 anos poderão se inscrever, a partir desta segunda-feira (27), no programa Guarda Mirim da Secretaria de Cidadania e Segurança do Município. O programa de estágio, que neste semestre aumentou o número de vagas para 130, foi criado em 2004 e atua na integração social e formação moral e cívica dos adolescentes.

Entre os dias 27 e 31 de julho, as inscrições acontecerão nos distritos, já entre os dias 3 e 7 de agosto, as inscrições são direcionadas para os jovens da Sede. Os aprovados na seleção, receberão uma bolsa-auxílio mensal no valor de RS 126,60, durante o período do estágio.

Para participar os interessados deverão residir em Sobral, ter o consentimento formal dos pais e estar matriculado na escola, a partir do 6º ano do ensino fundamental. Entre os documentos necessários para a inscrição estão comprovante de escolaridade, cópia da certidão de nascimento ou identidade e cópia do comprovante de residência.



Na noite da última quinta-feira (23), o Centro de Educação a Distância do Ceará (CED) foi palco de abertura da 29ª edição da Feira de Negócios do Vale do Acaraú – Fenaiva. Cerca de duas mil pessoas; entre empresários, empreendedores, estudantes e sociedade em geral; passaram pelo primeiro dia do evento, que foi aberto pelo do vice-prefeito de Sobral, Carlos Hilton Soares, o diretor técnico do Sebrae no Ceará, Alci Porto Gurgel, e do diretor do CED, Herbert Lima.


Na oportunidade, o vice-prefeito de Sobral, Carlos Hilton Soares, falou sobre os resultados positivos da economia de Sobral e reiterou a importância da Fenaiva para o Município. “Sobral é a cidade dos grandes investimentos. As empresas privadas do Município estão ampliando as vagas de emprego e melhorando a qualidade de vida da população. Tudo isso acontece devido o forte impacto positivo que a cidade tem sobre esse setor. Não à toa, ano que vem completamos 30 anos de Fenaiva em Sobral”, comemorou o Vice-prefeito.

Como prova dos bons resultados econômicos do Município, Carlos Hilton Soares anunciou que “pela primeira vez, a Feira do Empreendedor de 2017 será realizada em Sobral. Esse é um marco pois esse evento nunca saiu de Fortaleza”.

Com 29 anos de tradição, a Fenaiva tem sido uma das maiores feiras dessa área do Interior do Nordeste. É realizada pelo Sebrae com o apoio do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Seduc, por meio do Centro de Educação a Distância do Ceará (CED), e da Prefeitura de Sobral, por intermédio da Secretaria da Tecnologia e Desenvolvimento Econômico (STDE).
Entre lençóis e sem roupa alguma, Solange Gomes postou uma imagem no Instagram que deixou os seus seguidores babando. No clique, foi possível notar as curvas da modelo e reparar que ela tem marquinha de biquíni no bumbum. "Bastidores, ensaio, sensual, selfie", escreveu ela na legenda.

Para conseguir esse corpão, Solange malha muito. Poucos dias atrás, ela dividiu com os fãs uma foto do fim de um treino para ficar com tudo em cima. "Voltando da corrida na areia! Finalmente bumbum não balança mais. Dá para correr de biquíni e assim tomar um solzinho", contou ela.
Solange Gomes posta foto sensual (Foto: Reprodução/Instagram)Solange Gomes posa nua em banheira (Foto: Instagram/ Reprodução)Solange Gomes (Foto: Instagram / Reprodução)Solange Gomes faz topless (Foto: Instagram/ Reprodução)Solange Gomes sensualiza de maiô decotado (Foto: Instagram/ Reprodução)Solange Gomes posa com pouca roupa (Foto: Instagram/ Reprodução)Solange Gomes faz topless em quarto de hotel em São Paulo (Foto: Instagram/ Reprodução)
Bombardeado nas redes sociais, o novo programa da Globo, Tomara que Caia, também está sendo duramente criticado nos bastidores da emissora. Sob a condição de não terem suas identidades reveladas, importantes profissionais da área artística se referem à mistura de game e humorístico como "constrangedoramente ruim" e "artisticamente medíocre".

Mas a cúpula da emissora aposta no formato, que rendeu boa audiência, 13 pontos. Já no próximo domingo, o programa sofrerá ajustes: ganhará mais piadas, maior agilidade na troca de grupos em cena e mais interação com a plateia. Poderá ficar mais curto e haverá menos trolagens, para que as cenas fluam melhor. Suas regras também ficarão mais claras, serão explicadas pelos atores. Os Barbixas continuam como convidados.

No programa, dois grupos de humoristas de quatro atores cada um encenam ao vivo um roteiro previamente ensaiado. Durante a encenação, eles são trolados, recebem tarefas como falar o texto gaguejando ou pulando. O público no auditório e em casa, via aplicativo de celular, avalia o desempenho. Se for rejeitado, o grupo que está encenando deixa o palco e é substituído pelo outro grupo, que segue o roteiro do ponto em que parou.

Na Globo, a avaliação geral é de que o primeiro programa foi sem graça e com parte do elenco nervoso (Ricardo Tozzi, por exemplo, não conseguiu gaguejar). Avalia-se também que a atração ficou longa demais. Se tivessem sido feitos mais pilotos (programa-teste), parte do vexame teria sido evitado.

Os mais hostis ao projeto dentro da Globo afirmam que o diretor de gênero J.B. de Oliveira, o Boninho, pagou mico ao alardear que o programa traria um formato inédito. Para muitos, o Tomara que Caia é um pastiche do Quinta Categoria, realizado pela MTV. Os simpáticos ao programa discordam. Acham o formato realmente novo e promissor. Mas precisa de ajustes.

Antes de estrear, o programa sofreu boicote dentro da própria Globo. A emissora teve dificuldades para montar o elenco. Vários humoristas recusaram convites. Há um racha nos bastidores: o responsável pelo humor na Globo é Guel Arraes, e o Tomara que Caia é da alçada de Boninho, responsável por realities e programas como o Mais Você e Encontro.

A próxima edição do Tomara que Caia será crucial para o programa. Ela poderá mudar a imagem ruim que projetou dentro da própria emissora. Ou não.

Um detento publicou neste mês de julho um comentário sobre a "Paz" onde questiona outros comentários na comunidade da “Polícia Civil do Ceará em Ação”, no Facebook. A mensagem foi compartilhada no dia 10, no entanto, somente na tarde do dia 16 o perfil do dentento foi descoberto pelo Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol-Ce).

A página de "Kiel Alencar", apelido, é atualizada diariamente com fotos durante banho do sol, na cela e outros ambientes do complexo penitenciário. O detento também compartilha mensagens com amigos, familiares e faz novas amizades no mundo virtual, fato percebido durante averiguação do sindicato. Ezequiel Alencar, que está em uma penitenciária não divulgada pela Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus), reage aos comentários. E questiona como as pessoas querem paz se muitos comentários são agressivos.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Gustavo Simplício, diz que postagens estão partindo de dentro das penitenciárias do Ceará e pede providências. “Pelas fotos percebe-se nitidamente que é de dentro da cela. Nota-se até a cama do detento. E outras fotos dentro do próprio pátio”, disse.

Através do perfil de “Kiel”, os investigadores descobriram uma rede de amigos que utilizam as redes sociais para se comunicar. E ainda fotos de dentro das celas e do pátio dos presídios durante o banho de sol.

“Eles olham uma página na rede social de um cidadão de bem sem ter conhecimento e mostra os parentes, a família, o modo de viver e depois ligam para os cidadãos fazendo ameaças, simulam sequestro, sabem que a pessoa viajou e existem pessoas que caem nesse golpe. Isso nos assusta porque a polícia tem um grande trabalho para prender e vê depois eles praticando crimes dentro do presídio”, afirmou.


Investigação
O Sinpol preparou um ofício e mandou para a Delegacia Geral da Polícia Civil e exige uma investigação mais aprofundada do caso.

A Polícia Civil por meio de nota informou que as investigações já começaram. Diz que o trabalho está sendo feito em parceria com o Serviço de Inteligência da Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus), que é responsável pelos presídios aqui do estado.

Casos rotineiros
Casos semelhantes têm se repetido. Este mês a Sejus fez duas grandes vistorias. Na Cadeia Pública de Morada Nova, a 168 Km de Fortaleza, apreendeu celulares, chips, baterias e quatro vídeo games. O administrador da cadeia foi afastado. Já no Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO 2), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, foram apreendidos 300 celulares e 300 chips, além de facas, serras e outros objetos.

No mês passado, foi descoberto que detentas estavam postando fotos na internet de dentro do Presídio Auri Moura Costa. A Sejus disse que elas foram punidas e que todos os envolvidos vão ter as visitas suspensas e serão impedidos de ter benefícios como a progressão da pena. A Sejus falou também que anunciou medidas para impedir a entrada de celulares e outros equipamentos eletrônicos nos presídios.

De acordo com o secretário de Justica do Ceará, Hélio Leitão, o governo vai reforçar a segurança nos presídios e que projetos já estão em andamento.

“Estamos buscando reforçar a vigilância nas guaritas, nas muralhas e estamos com um projeto para cobrir com telas todas as unidades prisionais. E ainda ideia de perímetro de isolamento”, afirmou.

A página de "Kiel Alencar" é atualizada diariamente com fotos durante banho do sol, na cela e outros ambientes do complexo penitenciário. (Foto: Sinpol/Ceará)